Nos dias atuais é quase um insulto falarmos em educação. Solicitar educação, então, se assemelha a um sacrilégio. E isso é extremamente lamentável. Não existe cidadania, sem educação. Não há civismo, onde não existe educação. Respeito ao próximo e não preconceito às atitudes de outrem são direitos ultrajados em um povo que não é educado. O Brasil, infelizmente, caminha por estrada perigosa, chamada Rodovia da Ignorância.
Quando se pede investimentos em educação, despejar dinheiro público não basta. São fundamentais políticas sérias e desprovidas de quaisquer interesses políticos e partidários. Deve se trabalhar na raiz do problema, que é a formação sócio-cultural da população, e não apenas no topo da piramide educacional, a sala de aula. Quando todos os esforços visam apenas a sala de aula, esquecendo das ações fundamentais a partir da base, os investimentos passam a ser despejados pelo ralo.
Ralo, aliás, que passou a hora de ser fechado. Ou melhor, ralos. Vários deles. Burocracia, corrupção, falta de capacitação, ações ilícitas. Todos esses problemas emperram o crescimento da educação no país. O mais doloroso é que são problemas conhecidíssimos e, a impressão que passa, é de que nossos governantes não tem lá tanta pressa em resolve-los. Por que será?
Enquanto isso, já não nos surpreendemos mais com a estrutura educacional brasileira, que beira o arcaico. Materiais sucateados e defasados, alunos desinteressados e desmotivados, professores perdendo a paixão pela arte de ensinar. Isso quando não são agredidos em sala de aula. O governo não faz sua parte. Mas os pais também não.
Uma educação de verdade começa em casa, na família. A responsabilidade de educar, primeiro, é dos pais. A escola deverá ser um suporte para essa educação. Não podemos, como pais, querer transferir essa responsabilidade para os professores. Trata-se de omissão. Se temos, hoje, alunos rebeldes, indisciplinados e desobedientes aos docentes, provavelmente eles também sejam assim em casa.
Queremos uma Educação melhor? Sim, queremos. Temos o direito legal de exigir isso. Mas oferecemos, em casa, uma educação ideal? Pense nisso.
Sejamos educados.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
O poder da música
É incrível o poder que a música exerce sobre nós. Eu sou leigo, não entendo nada de teorias musicais. Mas adoro música. Gosto demais de me deitar ouvindo música, viajar com o fone no ouvido e até tomar banho, com meu radinho devidamente protegido com uma capa impermeabilizante. A música faz parte de nossas vidas, está arraigada em nosso cotidiano. Pense bem. Todos os momentos marcantes em nossa história, continham uma tema musical, ou ganhariam um com o passar do tempo.
Tudo bem, eu concordo que no Brasil, ultimamente, qualquer porcaria estão chamando de música. Cantores bem medianos estão sendo classificados de "monstros sagrados" da música nacional. Os maiores vendedores de discos e shows não são capazes de compor ou entoar canções que contenham mais silabas que as grudentas tche-tche-re-re, le-le-le, ou tanhe-tanhe-tanhe. Mas nada é tão bom como uma música de verdade.
A música desperta nossas paixões. Nos faz recordar do passado. A primeira professora, os primeiros amigos, a primeira namorada, o primeiro beijo. Tudo é lembrado a partir de uma música. Ela nos faz chorar, mesmo quando estamos felizes. Nos faz sorrir, mesmo quando estamos tristes. Em casos têm o poder anestésico, nos livrando até de algumas dores, mesmo que momentaneamente.
O gosto pela música independe do estilo musical preferido. Também não está ligado à uma formação técnica ou cultural pelo assunto. Gostamos porque nos faz bem. Não importa a idade, a nacionalidade ou a classe social. A música encanta, não somente quem canta, mas a todos. Está com seu fone de ouvido ou pen-drive aí? Boa seleção musical e ótimos momentos de viagem para você.
Sejamos felizes.
Tudo bem, eu concordo que no Brasil, ultimamente, qualquer porcaria estão chamando de música. Cantores bem medianos estão sendo classificados de "monstros sagrados" da música nacional. Os maiores vendedores de discos e shows não são capazes de compor ou entoar canções que contenham mais silabas que as grudentas tche-tche-re-re, le-le-le, ou tanhe-tanhe-tanhe. Mas nada é tão bom como uma música de verdade.
A música desperta nossas paixões. Nos faz recordar do passado. A primeira professora, os primeiros amigos, a primeira namorada, o primeiro beijo. Tudo é lembrado a partir de uma música. Ela nos faz chorar, mesmo quando estamos felizes. Nos faz sorrir, mesmo quando estamos tristes. Em casos têm o poder anestésico, nos livrando até de algumas dores, mesmo que momentaneamente.
O gosto pela música independe do estilo musical preferido. Também não está ligado à uma formação técnica ou cultural pelo assunto. Gostamos porque nos faz bem. Não importa a idade, a nacionalidade ou a classe social. A música encanta, não somente quem canta, mas a todos. Está com seu fone de ouvido ou pen-drive aí? Boa seleção musical e ótimos momentos de viagem para você.
Sejamos felizes.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Inveja: o câncer que mata o próprio invejoso
O invejoso é uma das piores espécies de seres humanos. É incrível o poder destruidor que existe na inveja. Mas, o interessante e triste, é a destruição não atinge o invejado, mas sim o próprio invejoso. Quantos casos conhecemos de pessoas doentes, de espíritos doentes e quase mortos, cuja causa tenha sido a inveja? Quantos relacionamentos destruídos, amizades perdidas, paixões esquecidas, tudo fruto da maldita inveja.
Invejar alguém é desejar estar no lugar deste alguém. Quando invejamos, por exemplo, o sucesso de alguém, estamos, em nosso íntimo, torcendo para que essa pessoa fracasse, tenha seu sucesso arruinado. Os invejosos, na verdade, são incapazes assumidos. Se não quero trabalhar muito para ter uma casa boa, invejo quem a tem. Se não quero estudar para ter uma profissão digna de um bom salário, invejo quem estudou. Se não sou homem suficiente para ter uma mulher maravilhosa ao meu lado, invejo quem conseguiu.
Seria bacana se, ao invés de sentirmos inveja, ficássemos orgulhosos dos triunfos alheios. E mais, além de orgulhosos, deveríamos ficar encorajados e motivados para buscar o mesmo sucesso. Ninguém se torna vencedor nesta vida sem trabalhar. Não conheço ninguém que tenha obtido exito pessoal enquanto sentia inveja dos outros, maquinando em seu coração uma maneira de ver o seu próximo cair.
Nem por motivos tidos como "nobres" devemos sentir inveja. Podemos nos espelhar em pessoas que fazem o bem, que amam e ajudam o próximo, que possuem compaixão e gratidão em seus corações. Mas nunca os invejar. Inveja é sinal de fraqueza. É um câncer maligno, quase que mortal, que deve ser extirpado de nossos corações.
Sejamos felizes.
Invejar alguém é desejar estar no lugar deste alguém. Quando invejamos, por exemplo, o sucesso de alguém, estamos, em nosso íntimo, torcendo para que essa pessoa fracasse, tenha seu sucesso arruinado. Os invejosos, na verdade, são incapazes assumidos. Se não quero trabalhar muito para ter uma casa boa, invejo quem a tem. Se não quero estudar para ter uma profissão digna de um bom salário, invejo quem estudou. Se não sou homem suficiente para ter uma mulher maravilhosa ao meu lado, invejo quem conseguiu.
Seria bacana se, ao invés de sentirmos inveja, ficássemos orgulhosos dos triunfos alheios. E mais, além de orgulhosos, deveríamos ficar encorajados e motivados para buscar o mesmo sucesso. Ninguém se torna vencedor nesta vida sem trabalhar. Não conheço ninguém que tenha obtido exito pessoal enquanto sentia inveja dos outros, maquinando em seu coração uma maneira de ver o seu próximo cair.
Nem por motivos tidos como "nobres" devemos sentir inveja. Podemos nos espelhar em pessoas que fazem o bem, que amam e ajudam o próximo, que possuem compaixão e gratidão em seus corações. Mas nunca os invejar. Inveja é sinal de fraqueza. É um câncer maligno, quase que mortal, que deve ser extirpado de nossos corações.
Sejamos felizes.
domingo, 4 de agosto de 2013
O gigante faz 100 anos. Parabéns Rio Branco!!!
O futebol é mágico. Ele nos faz viajar sem sair do lugar, nos faz sonhar acordados. O futebol tem o incrível poder de unir povos diferentes, fazer amigos no momento de um gol e inimigos no mesmo momento. Um jogo de 90 minutos proporciona emoções comparadas à epopeias e decepções que nos fazem buscar um esconderijo, longe de tudo e de todos.
Eu amo futebol. Frequento estádios desde quando me entendo por gente. Já sentei no cimento quente da arquibancada, tomando sol e chuva. Já sentei nas cadeiras cativas, e, não raras vezes, tive que trocar de lugar com a chegada do proprietário dela. Já fiquei rouco de gritar gol, por xingar o árbitro ou por lamentar uma derrota. Já saí muito triste do estádio, mas no jogo seguinte estava lá, com a mesma confiança no triunfo.
Só existe um time de futebol que já me fez chorar. Ele completa 100 anos hoje. Muitos duvidavam que alcançaria essa marca. Eu nunca duvidei. O seu estádio, o charmoso Décio Vitta, hoje municipal, foi a minha segunda casa. Praticamente todos os dias eu lá estava. Assistindo treinos, jogos. Escorregando com papelão no antigo barranco. Lá era meu país das maravilhas. Aprendi com o Juraci, meu irmão, a amar esse clube. Vibrei com gols de Macedo, Marcelo Carioca, Marcos Vinicius, Mazinho Loyola, Sandro Hiroshi, Lincoln, entre outros. Comemorei como um gol as defesas de Silvio Luiz, Marquinhos Sartore, Marcelo Bonan, Magrão, Yuri, Cristiano e outros grandes goleiros. Torci demais pelo êxito de treinadores do quilate de Cilinho, Cassiá, Lula Pereira, Afrânio, Zé Teodoro e cia.
É impossível não se apaixonar pelo Rio Branco Esporte Clube. Poucos são tão respeitados, no Brasil, como este gigante do interior. Nascedouro de craques do porte de Flávio Conceição, Marcos Assunção, Mineiro, Marcos Senna, Zinha, Anailson. Time que incomodava os grandes, os vencendo em casa e fora dela. Como fez bonito esse time, em 100 anos de história. História esta que medíocres
tentaram, mas não conseguiram destruir.
Parabéns Rio Branco. Obrigado Juraci, por me ensinar a amar este clube. Nas vitórias e nas derrotas!!!
Eu amo futebol. Frequento estádios desde quando me entendo por gente. Já sentei no cimento quente da arquibancada, tomando sol e chuva. Já sentei nas cadeiras cativas, e, não raras vezes, tive que trocar de lugar com a chegada do proprietário dela. Já fiquei rouco de gritar gol, por xingar o árbitro ou por lamentar uma derrota. Já saí muito triste do estádio, mas no jogo seguinte estava lá, com a mesma confiança no triunfo.
Só existe um time de futebol que já me fez chorar. Ele completa 100 anos hoje. Muitos duvidavam que alcançaria essa marca. Eu nunca duvidei. O seu estádio, o charmoso Décio Vitta, hoje municipal, foi a minha segunda casa. Praticamente todos os dias eu lá estava. Assistindo treinos, jogos. Escorregando com papelão no antigo barranco. Lá era meu país das maravilhas. Aprendi com o Juraci, meu irmão, a amar esse clube. Vibrei com gols de Macedo, Marcelo Carioca, Marcos Vinicius, Mazinho Loyola, Sandro Hiroshi, Lincoln, entre outros. Comemorei como um gol as defesas de Silvio Luiz, Marquinhos Sartore, Marcelo Bonan, Magrão, Yuri, Cristiano e outros grandes goleiros. Torci demais pelo êxito de treinadores do quilate de Cilinho, Cassiá, Lula Pereira, Afrânio, Zé Teodoro e cia.
É impossível não se apaixonar pelo Rio Branco Esporte Clube. Poucos são tão respeitados, no Brasil, como este gigante do interior. Nascedouro de craques do porte de Flávio Conceição, Marcos Assunção, Mineiro, Marcos Senna, Zinha, Anailson. Time que incomodava os grandes, os vencendo em casa e fora dela. Como fez bonito esse time, em 100 anos de história. História esta que medíocres
tentaram, mas não conseguiram destruir.
Parabéns Rio Branco. Obrigado Juraci, por me ensinar a amar este clube. Nas vitórias e nas derrotas!!!
sábado, 3 de agosto de 2013
Protestamos. Mas, e agora?!!
A onda de protestos que varreu o Brasil, principalmente me meados do mês de junho, parece ter se acalmado. Nas ruas, são raros os movimentos pedindo mudanças em municípios, estados e no país. O que vemos agora, com pouquíssimas exceções, são apenas baderneiros e arruaceiros, querendo apenas aparecer e provocar quebra-quebra. Valeu a pena tudo o que foi feito? Esse espirito de indignação, de busca pelos nossos direitos, irá prosseguir?
Sinceramente, eu duvido muito. O histórico do povo brasileiro mostra que, sim, quando queremos, saímos às ruas para gritar, cantar o hino nacional, estufar os peitos para demonstrar o orgulho de sermos brasileiros. Mas nos dias que se seguem, voltamos à rotina diária, aos nossos afazeres corriqueiros, e nem nos lembramos daquilo que tanto pedimos e por tanto lutamos. Foi assim na luta pelas Diretas Já e na queda de Fernando Collor de Mello. O povo saiu vencedor, mas pouco comemorou essas vitórias.
Gostaria que fosse diferente desta vez. Seria importante demais se nós, povo brasileiro, mantivéssemos essa conduta de cobrança, de pressão sobre os nossos governantes. Não é necessário sair às ruas ou organizar grandes movimentos, embora eles sejam válidos. Basta ensinarmos aos nossos filhos conceitos básicos de cidadania, civismo e honestidade. Basta gastarmos um pouquinho do nosso tempo buscando informações sobre nossos vereadores, deputados e prefeitos. Eles estão trabalhando corretamente? Foram merecedores de nossa confiança? Essa ação é individual, depende de cada um dos brasileiros.
Por fim, o grande protesto que podemos fazer acontece de dois em dois anos. Em 2014 haverá um. E o poder do voto. Nas eleições, somos poderosos. Seremos nós quem vamos escolher nossos governantes. E, a partir desta escolha, saberemos a necessidade de novos movimentos nas ruas no futuro. A solução está em nossas mãos.
Bom sábado.
Sinceramente, eu duvido muito. O histórico do povo brasileiro mostra que, sim, quando queremos, saímos às ruas para gritar, cantar o hino nacional, estufar os peitos para demonstrar o orgulho de sermos brasileiros. Mas nos dias que se seguem, voltamos à rotina diária, aos nossos afazeres corriqueiros, e nem nos lembramos daquilo que tanto pedimos e por tanto lutamos. Foi assim na luta pelas Diretas Já e na queda de Fernando Collor de Mello. O povo saiu vencedor, mas pouco comemorou essas vitórias.
Gostaria que fosse diferente desta vez. Seria importante demais se nós, povo brasileiro, mantivéssemos essa conduta de cobrança, de pressão sobre os nossos governantes. Não é necessário sair às ruas ou organizar grandes movimentos, embora eles sejam válidos. Basta ensinarmos aos nossos filhos conceitos básicos de cidadania, civismo e honestidade. Basta gastarmos um pouquinho do nosso tempo buscando informações sobre nossos vereadores, deputados e prefeitos. Eles estão trabalhando corretamente? Foram merecedores de nossa confiança? Essa ação é individual, depende de cada um dos brasileiros.
Por fim, o grande protesto que podemos fazer acontece de dois em dois anos. Em 2014 haverá um. E o poder do voto. Nas eleições, somos poderosos. Seremos nós quem vamos escolher nossos governantes. E, a partir desta escolha, saberemos a necessidade de novos movimentos nas ruas no futuro. A solução está em nossas mãos.
Bom sábado.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
É difícil amar?
Amar é tão difícil!!! Frase curta que ouvi de um amigo e me levou a pensar. Será mesmo? Se a resposta for sim, entra outra pergunta: por quê? Na vida a gente ama demais, você já deve ter percebido. Amamos nossos pais, nossos irmãos, amigos. Amamos nosso cachorro, nosso gato ou papagaio. Amamos nosso time do coração, amamos nosso namorado, esposa ou esposa e nossos filhos. Amamos a Deus. Em suma, amamos do nosso nascimento até a nossa morte.
Mas então, porque seria tão difícil amar? Não seria como andar de bicicleta, que quanto mais você pratica, mais fácil fica. Ou então pular cordas, soltar pipas, fazer compras no supermercado. Quanto mais você faz, menos difícil fica. A vida ensina que não, não é simples assim. Amar exige muito, infinitamente muito mais do andar de bicicleta ou soltar pipas. Amar exige um esforço quase insuportável.
Para amar é preciso entender e aceitar quem está sendo amado. Tem que haver cumplicidade com o objeto do nosso amor. Quando amamos, de verdade, despimos de nós mesmo e passamos a vestir o outro. Mas, entenda bem. Quando digo despir de nós mesmos, não estou afirmando que deva existir uma alto-renúncia. Pelo contrário, quando amamos, fortalecemos o nosso interior, na mesma medida em que nosso amado se fortalece.
Quando amamos, somos felizes. Quando estamos amando, nos sentimos mais belos, fortes e inteligentes. Nunca será amor, se ficarmos angustiados ou em dúvida sobre nossos sentimentos. O amor faz com que nos atiremos num oceano, que é o nosso amado, sem dúvidas nenhuma se seremos seguros, se haverá botes ou coletes salva-vidas. Nós simplesmente nos atiramos.
Finalmente, respondendo a pergunta do amigo citado no primeiro parágrafo: Amar é difícil demais. Mas não existe coisa melhor.
Boa sexta-feira.
Mas então, porque seria tão difícil amar? Não seria como andar de bicicleta, que quanto mais você pratica, mais fácil fica. Ou então pular cordas, soltar pipas, fazer compras no supermercado. Quanto mais você faz, menos difícil fica. A vida ensina que não, não é simples assim. Amar exige muito, infinitamente muito mais do andar de bicicleta ou soltar pipas. Amar exige um esforço quase insuportável.
Para amar é preciso entender e aceitar quem está sendo amado. Tem que haver cumplicidade com o objeto do nosso amor. Quando amamos, de verdade, despimos de nós mesmo e passamos a vestir o outro. Mas, entenda bem. Quando digo despir de nós mesmos, não estou afirmando que deva existir uma alto-renúncia. Pelo contrário, quando amamos, fortalecemos o nosso interior, na mesma medida em que nosso amado se fortalece.
Quando amamos, somos felizes. Quando estamos amando, nos sentimos mais belos, fortes e inteligentes. Nunca será amor, se ficarmos angustiados ou em dúvida sobre nossos sentimentos. O amor faz com que nos atiremos num oceano, que é o nosso amado, sem dúvidas nenhuma se seremos seguros, se haverá botes ou coletes salva-vidas. Nós simplesmente nos atiramos.
Finalmente, respondendo a pergunta do amigo citado no primeiro parágrafo: Amar é difícil demais. Mas não existe coisa melhor.
Boa sexta-feira.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Rodrigo, o tímido
Devo confessar uma coisa. Sou extremamente tímido. Pode não parecer, mas morro de vergonha em algumas situações. Falar em público, conversar demoradamente com alguém desconhecido, pedir as namoradas para os pais. São algumas das situações que me embaraçam ou já me deixaram desconcertados. Muitos amigos meus são assim. Uns mais, outros menos, mas todos possuem pelo menos uma pontinha de timidez.
Ser uma pessoa tímida conta com suas vantagens e desvantagens. Uma vantagem é você poder manter um certo isolamento, uma relativa privacidade com relação às demais pessoas. Isto impede que detalhes particulares se tornem públicos e desagradáveis. Como desvantagem, aponto a dificuldade de relacionamentos, o que atrapalha aspectos da vida social, profissional e também sentimental. Portanto, a timidez pode ser defendida e atacada, na mesma medida.
Estudei com um rapaz, o Rodrigo. Ele deve ter passado na fila da timidez umas 10 vezes. Tinha vergonha de tudo. De falar na sala de aula, de se levantar para ir ao banheiro, de conversar com o colega de carteira. Incrível!!! Apresentações de trabalhos em grupo, na frente, então, era quase que um martírio para o Rodrigo. Alguns companheiros de classe só ouviram a sua voz lá pelo quarto mês de curso.
Mas um dia o Rodrigo me ensinou uma grande lição. Destas que a gente leva para a vida inteira. Já eram quase 22 horas, numa sexta-feira. Não preciso nem dizer o quanto os alunos estavam loucos para ir embora. Mas a aula seguinte era importante demais, revisão para a prova. Quase todos os estudantes decidiram boicotar a aula. Quase todos, menos Rodrigo. Ele ficou na sala. E ouviu, sozinho, toda a revisão.
Para nossa surpresa, ao abrirmos os e-mails no dia seguinte, lá estava uma correspondência do Rodrigo. Continha todos os textos da revisão, mais as dicas do professor da matéria e outras valiosas anotações do próprio Rodrigo. Creio que a reação de todos, ao receber o e-mail, foi a mesma: surpresa, vergonha e gratidão. Tudo junto.
Foi um tapa em nossas faces. Aquilo rapaz quieto, tímido e até mesmo rejeitado, o Rodrigo, salvou o nosso semestre. No decorrer do curso ele continuou na dele, isolado e sem muita conversa. Mas nós, os populares e sociáveis nunca mais nos esquecemos daquela atitude.
Boa tarde.
Ser uma pessoa tímida conta com suas vantagens e desvantagens. Uma vantagem é você poder manter um certo isolamento, uma relativa privacidade com relação às demais pessoas. Isto impede que detalhes particulares se tornem públicos e desagradáveis. Como desvantagem, aponto a dificuldade de relacionamentos, o que atrapalha aspectos da vida social, profissional e também sentimental. Portanto, a timidez pode ser defendida e atacada, na mesma medida.
Estudei com um rapaz, o Rodrigo. Ele deve ter passado na fila da timidez umas 10 vezes. Tinha vergonha de tudo. De falar na sala de aula, de se levantar para ir ao banheiro, de conversar com o colega de carteira. Incrível!!! Apresentações de trabalhos em grupo, na frente, então, era quase que um martírio para o Rodrigo. Alguns companheiros de classe só ouviram a sua voz lá pelo quarto mês de curso.
Mas um dia o Rodrigo me ensinou uma grande lição. Destas que a gente leva para a vida inteira. Já eram quase 22 horas, numa sexta-feira. Não preciso nem dizer o quanto os alunos estavam loucos para ir embora. Mas a aula seguinte era importante demais, revisão para a prova. Quase todos os estudantes decidiram boicotar a aula. Quase todos, menos Rodrigo. Ele ficou na sala. E ouviu, sozinho, toda a revisão.
Para nossa surpresa, ao abrirmos os e-mails no dia seguinte, lá estava uma correspondência do Rodrigo. Continha todos os textos da revisão, mais as dicas do professor da matéria e outras valiosas anotações do próprio Rodrigo. Creio que a reação de todos, ao receber o e-mail, foi a mesma: surpresa, vergonha e gratidão. Tudo junto.
Foi um tapa em nossas faces. Aquilo rapaz quieto, tímido e até mesmo rejeitado, o Rodrigo, salvou o nosso semestre. No decorrer do curso ele continuou na dele, isolado e sem muita conversa. Mas nós, os populares e sociáveis nunca mais nos esquecemos daquela atitude.
Boa tarde.
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