Ninguém gosta de ouvir um "não". Eu, particularmente, odeio. Alguns "nãos" me deixaram abalado e ainda parecem frescos na memória. Foi assim com a primeira menina pela qual me apaixonei, aos sete anos. Se repetiu quando pedi ao meu pai uma bicicleta de presente, aos dez. Outra negativa foi quando tentei meu primeiro emprego, aos 15. Todos doeram. E ainda não aprendi. Ainda dói.
Apesar de ser a mesma palavra, um "não" possui diversos sentidos, significados diferentes. Por isso, entendo que devemos receber e interpretar cada um de formas distintas. Quando um pai diz "não" ao filho, quase sempre, é algo bom. Se um professor diz "não" para um aluno, deve ser pensando no sucesso futuro dele. Se uma namorada diz "não" ao parceiro, deve ser para evitar problemas com relação a algum comportamento inadequado.
Mas, e quando precisamos dizer "não". Como agimos? Com naturalidade? Com sinceridade? Quantas vezes dizemos "não, quando devemos dizer "sim". Ou, pelo contrário, quando acenamos positivamente quando o correto seria negar. Muitos são os conflitos, alguns muito graves, quando deixamos sair de nossos lábios estas palavras tão curtas e poderosas.
Mesmo assim, se permite um conselho, eu afirmo: diga "não". Se é um pai e seu filho quer o carro emprestado, não sendo habilitado, diga "não". Se seu namorado quer te obrigar a fazer algo que não deseja, como prova de amor, diga "não". Seu sócio quer burlar a legislação, sob pretexto de aumento nos lucros, diga "não". O chefe quer que você minta, em nome de manter o seu emprego, diga "não".
Pode ser difícil, doer, machucar. Mas fará você se sentir muito melhor. Isso, ninguém pode negar.
Boa tarde.
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